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Endocrinologia & Metabologia

Da evidência à
decisão clínica.

Atualizações críticas, diretrizes comentadas e conteúdo aplicável à prática — com rigor científico, contexto e independência.

✓ Fontes primárias✓ Revisão clínica✓ Sem conflito comercial

Seleção editorial

Análises para a prática

Sínteses críticas para decisões frequentes no ambulatório, na enfermaria e na emergência.

Ilustração da retina e de medicamento oral, representando o estudo LENS sobre fenofibrato e retinopatia diabética.
Diabetes12 min

LENS: fenofibrato e progressão da retinopatia no diabetes tipo 1

A nova análise do ensaio randomizado LENS estende ao diabetes tipo 1 o sinal de proteção retiniana do fenofibrato. O resultado é clinicamente relevante, mas vem de um subgrupo de 305 participantes de um estudo originalmente misto e ainda precisa ser integrado a diretrizes locais.

Bomba de insulina e sensor de glicose, representando a administração automatizada de insulina no diabetes tipo 2.
Diabetes10 min

twiist-T2D: administração automatizada de insulina no diabetes tipo 2

Em 307 adultos com diabetes tipo 2 tratado com insulina, 13 semanas de sistema automatizado reduziram a HbA1c em 0,7 ponto percentual e aumentaram o tempo em faixa em 16 pontos. A ausência de grupo controle impede separar o efeito do dispositivo do acompanhamento intensivo e da regressão à média.

Tireoide e dupla hélice de DNA, representando a estratificação clinicogenômica do câncer papilífero pediátrico.
Tireoide11 min

Câncer papilífero de tireoide pediátrico: estratificação clinicogenômica

Em 435 crianças e adolescentes, um nomograma que incorporou idade, tamanho tumoral, doença cervical, tireoidite de Hashimoto e fusões RET/NTRK discriminou melhor recorrência que o sistema pediátrico da Associação Americana de Tireoide, mas só houve validação interna.

Sensor de glicose e amostra laboratorial, representando a comparação entre monitorização contínua e teste de tolerância à glicose.
Diabetes9 min

Monitorização contínua versus teste oral de tolerância no diabetes tipo 1 inicial

Em 152 pessoas com diabetes tipo 1 em estágios iniciais, tempo acima de 140 mg/dL no sensor teve desempenho semelhante à glicose de duas horas no teste oral para prever progressão em dois anos, mas sensibilidade de apenas 55% impede usar resultado negativo para tranquilizar.

Osso e amostra laboratorial, representando o tratamento da hipercalcemia da malignidade.
Neuroendocrinologia10 min

Denosumabe versus bisfosfonato na hipercalcemia da malignidade

Em 869 internações, denosumabe e bisfosfonatos intravenosos normalizaram o cálcio em tempo semelhante e não diferiram em hipocalcemia ou recorrência. O grupo denosumabe foi pequeno e a menor mortalidade observada provavelmente reflete seleção clínica.

Fígado e exame de imagem, representando a investigação de esteatose e hepatopatia glicogênica no diabetes tipo 1.
Diabetes9 min

Fígado hiperecogênico no diabetes tipo 1: esteatose ou hepatopatia glicogênica?

Em 202 adultos, a ultrassonografia sugeriu doença hepática em 39, mas apenas metade dos submetidos à ressonância tinha gordura hepática de pelo menos 5%. O achado alerta contra rotular automaticamente a alteração como esteatose metabólica.

Pâncreas e documento clínico, representando o consenso sobre o manejo do diabetes tipo 2.
Diabetes16 min

Consenso ADA/EASD 2026: manejo do diabetes tipo 2

A atualização desloca o eixo da simples redução da HbA1c para proteção orgânica e cuidado integrado: inibidores de SGLT-2 e terapias baseadas em GLP-1 devem ser considerados mais cedo, potencialmente desde o diagnóstico, e a combinação pode ser apropriada em alto risco cardiovascular ou renal.

Bomba de insulina e símbolo de segurança, representando a automação em idosos e pessoas de alto risco com diabetes tipo 1.
Diabetes11 min

Automação de insulina em idosos e pessoas de alto risco com diabetes tipo 1

Metanálise de 23 estudos encontrou ganho médio de 11,38 pontos percentuais no tempo em faixa — cerca de 2,7 horas por dia —, mas a heterogeneidade foi alta e a certeza global, muito baixa.

Glândula adrenal e tubo de coleta, representando a dosagem salivar matinal na investigação de insuficiência adrenal.
Adrenal10 min

Cortisona salivar matinal para triagem de insuficiência adrenal

Em 517 testes, a cortisona salivar teve área sob a curva de 0,93. Valores altos descartaram e valores muito baixos confirmaram insuficiência adrenal com cerca de 97% de sensibilidade ou especificidade, mas os pontos de corte são dependentes do ensaio.

Tireoide e símbolo de radiação, representando o tratamento com radioiodo e sua avaliação de segurança.
Tireoide10 min

Radioiodo no câncer de tireoide e risco de segunda neoplasia

Coorte taiwanesa pareada associou radioiodo a maior risco relativo de câncer de glândula salivar e leucemia, com relação dose–resposta; os eventos foram raros e o desenho observacional não resolve confusão pela gravidade do tumor.

Aplicativo e sensor de glicose, representando o acompanhamento digital do diabetes tipo 2 sem insulina.
Diabetes10 min

glucura + monitorização contínua no DM2 sem insulina: ensaio randomizado

Em 327 adultos, a terapia digital personalizada reduziu a HbA1c 0,46 ponto percentual além do aplicativo controle e ampliou a perda de peso, mas o estudo foi aberto, durou seis meses e foi financiado pela fabricante.

Gestação e medicamento, representando a avaliação de antidiabéticos no primeiro trimestre.
Saúde reprodutiva10 min

Antidiabéticos de nova geração no primeiro trimestre: coorte nacional francesa

Entre 19.092 gestações com DM2 tratado, exposição a agonistas de GLP-1 e outros agentes não elevou globalmente malformações maiores versus insulina, mas análises mais estritas mantiveram possível sinal cardíaco com agonistas de GLP-1 e sulfonilureias.

Pâncreas e células, representando a investigação de imunoterapia com GAD-alum no estudo DiAPREV-IT.
Diabetes11 min

DiAPREV-IT: GAD-alum e progressão para diabetes tipo 1

No seguimento de 12,9 anos, o ensaio original permaneceu negativo no conjunto; em 27 crianças HLA-DR3-DQ2 positivas, análise de subgrupo sugeriu atraso de progressão, enquanto o efeito foi oposto nas não portadoras.

Criança junto a uma régua e DNA, representando crescimento e avaliação genética na síndrome de Silver–Russell.
Neuroendocrinologia14 min

Segundo consenso internacional: diagnóstico e manejo da síndrome de Silver–Russell

A atualização de 2026 torna a definição da síndrome de Silver–Russell prioritariamente molecular, estratifica o seguimento por subtipo genético ou epigenético e estende a vigilância para risco metabólico da adolescência à vida adulta.

Glândulas adrenais e exame de imagem, representando a investigação de incidentaloma adrenal.
Adrenal10 min

Incidentaloma adrenal: impacto clínico das diretrizes europeias de 2023 e da imagem multimodal

Em 259 adrenalectomias, aplicar apenas critérios radiológicos de 2023 reduziria a indicação cirúrgica de 71% para 31%, mas identificaria 60% das lesões malignas; avaliação hormonal e imagem complementar elevaram a detecção para 100% nesta coorte selecionada.

Intestino e microrganismos, representando o microbioma intestinal e o risco de diabetes tipo 1 no estudo TEDDY.
Diabetes11 min

TEDDY: maturação do microbioma intestinal e risco de diabetes tipo 1

Em 887 crianças geneticamente suscetíveis, um padrão precoce de platô do microbioma associou-se a risco três vezes maior de autoimunidade persistente ou diabetes tipo 1; o estudo é prospectivo e denso, mas não prova causalidade nem sustenta teste clínico ou probiótico.

Pâncreas e atividade física, representando fatores ambientais e de estilo de vida no diabetes autoimune do adulto.
Diabetes11 min

Diabetes autoimune do adulto: fatores ambientais e de estilo de vida

Revisão da Diabetologia identifica excesso de adiposidade e tabagismo como os fatores modificáveis mais consistentes para diabetes tipo 1 de início adulto e diabetes autoimune latente do adulto; a maior parte dos demais sinais dietéticos ainda é observacional e pouco replicada.

Hipófise e pessoa idosa, representando a abordagem individualizada dos adenomas hipofisários em idosos.
Neuroendocrinologia10 min

Adenomas hipofisários em idosos: abordagem centrada em fragilidade e objetivos de cuidado

Revisão convidada propõe que idade cronológica não determine conduta: apresentação atípica, comorbidades, reserva funcional, fragilidade e preferência devem orientar investigação e tratamento em centros com experiência hipofisária.

Caneta de insulina e aplicativo, representando o ecossistema de dispositivos conectados para o diabetes.
Diabetes9 min

Canetas de insulina conectadas e sistemas inteligentes: mapa do ecossistema digital

White paper diferencia canetas que apenas registram dose de sistemas inteligentes integrados à monitorização contínua de glicose, capazes de calcular e sugerir doses; o ganho clínico depende de interoperabilidade, fluxo de dados, educação e evidência além da conveniência.

Pâncreas e caneta de insulina, representando o consenso sobre o manejo do diabetes tipo 1 no adulto.
Diabetes14 min

Consenso ADA/EASD 2026: manejo do diabetes tipo 1 no adulto

A atualização conjunta reposiciona a administração automatizada de insulina como método preferencial quando acessível e usado de forma consistente, formaliza um algoritmo com autoanticorpos e peptídeo C para reduzir erro diagnóstico e amplia o cuidado para obesidade, risco cardiovascular, complicações e saúde psicossocial.

Silhueta humana com coração e sensor de glicose, representando sofrimento emocional relacionado ao diabetes.
Diabetes12 min

Diretriz EASD 2026: sofrimento relacionado ao diabetes

Primeira diretriz EASD baseada em GRADE para o tema recomenda discutir a carga emocional em toda consulta, rastrear com instrumentos validados pelo menos anualmente e, quando houver sofrimento, oferecer intervenções psicológicas; no DM1, monitorização contínua e sistemas automatizados também podem ajudar.

Silhuetas de criança e adulto e acompanhamento digital, representando a transição do cuidado no diabetes.
Diabetes11 min

Consenso ISPAD/EASD/ADA 2026: transição do diabetes pediátrico para o cuidado adulto

Trinta e uma declarações cobrem preparação, transferência e seguimento pós-transferência. O eixo prático é iniciar cedo, nomear responsáveis, evitar lacuna de consultas e tratar prontidão como processo individual — não como aniversário ou alta administrativa.

Dupla hélice de DNA e coleta laboratorial, representando testes genéticos em endocrinologia.
Neuroendocrinologia11 min

Posicionamento ENDO-ERN: como solicitar e interpretar testes genéticos em endocrinologia

O documento percorre indicação, consentimento, escolha do teste, fase pré-analítica, bioinformática, garantia de qualidade e laudo, com ênfase em variantes de significado incerto e achados incidentais — áreas em que resultados tecnicamente corretos podem gerar conduta clínica equivocada.

Coração e hipófise, representando a morbidade cardiovascular na acromegalia tratada.
Neuroendocrinologia9 min

Coorte finlandesa: morbidade cardiovascular persiste na acromegalia tratada

Em 565 pessoas com acromegalia e 5.629 controles, a morbidade cardiovascular começou a divergir antes do diagnóstico e permaneceu elevada por mediana de 17,2 anos; remissão bioquímica não anulou o excesso de risco.

Sistema reprodutivo feminino e medicamento, representando terapia hormonal da menopausa e diabetes tipo 2.
Saúde reprodutiva10 min

Terapia hormonal da menopausa e diabetes tipo 2: metanálise de 49 estudos

A terapia hormonal associou-se a pequenas melhoras metabólicas, inclusive redução média de HbA1c de 0,50 ponto percentual em mulheres com diabetes; a certeza foi muito baixa e os próprios autores consideram os efeitos geralmente pequenos demais para orientar indicação.

Coluna vertebral e dispositivo com pulsos elétricos, representando a estimulação medular na neuropatia diabética dolorosa.
Diabetes10 min

PDN-Sensory: estimulação medular de 10 kHz na neuropatia diabética dolorosa

No ensaio randomizado com 91 pacientes, 27 de 34 tratados responderam com redução de dor de pelo menos 50%, versus 2 de 50 em cuidado convencional; melhora sensorial e fibras epidérmicas sugerem efeito adicional, mas seis meses e eventos cirúrgicos limitam a interpretação.

Olho e detalhe da retina, representando o estudo de fenofibrato na retinopatia ameaçadora à visão.
Diabetes9 min

Fenofibrato e retinopatia ameaçadora à visão: emulação de ensaio-alvo

Em 42.101 adultos com diabetes tipo 2, fenofibrato associou-se a risco 13% menor de retinopatia ameaçadora à visão na análise por intenção de tratar; o resultado reforça plausibilidade microvascular, mas não autoriza prescrição universal apenas para retina.

Glândulas adrenais e registro assistencial, representando hospitalizações na hiperplasia adrenal congênita.
Adrenal8 min

Hiperplasia adrenal congênita: hospitalizações e terapia intensiva ao longo da vida

Na base suíça de 12,6 milhões de internações, 2.020 envolveram hiperplasia adrenal congênita e apresentaram maior complexidade e probabilidade 55% maior de admissão em terapia intensiva, com maior vulnerabilidade nos primeiros anos.

Estrutura de proteína e coração, representando proteômica pediátrica e risco cardiometabólico.
Diabetes9 min

Proteômica pediátrica e risco cardiometabólico adulto: sinal translacional

Proteínas associadas a 25 fenótipos cardiometabólicos em 273 jovens mostraram concordância em adultos e no UK Biobank; o mapa integra célula beta, fígado, inflamação e lipídios, mas ainda não é teste clínico de rastreamento.

Crescimento infantil e calendário, representando hormônio do crescimento de longa ação.
Neuroendocrinologia11 min

Consenso da Growth Hormone Research Society 2026: hormônio do crescimento de longa ação

A Growth Hormone Research Society atualiza seleção, troca, titulação e monitorização das formulações semanais: menor carga de injeções é uma vantagem real, mas os produtos não são intercambiáveis e a coleta de IGF-1 deve respeitar a farmacocinética de cada molécula.

Glândula adrenal e relógio, representando a duração da reposição de glicocorticoide após adrenalectomia unilateral.
Adrenal10 min

Após adrenalectomia unilateral: quanto dura a reposição de glicocorticoide?

Coorte multicêntrica com 419 adultos estima recuperação do eixo hipotálamo–hipófise–adrenal em mediana de 8,2 meses na secreção autônoma leve de cortisol e 14,8 meses na síndrome de Cushing adrenal; idade e marcadores basais refinam a expectativa, não substituem testes seriados.

Rim e coração, representando a investigação de efeitos cardiorrenais dos inibidores de SGLT no diabetes tipo 1.
Diabetes9 min

Inibidores de SGLT no diabetes tipo 1: roteiro cardiorrenal, não indicação atual

Análise do Diabetes Care propõe ensaios registracionais factíveis com desfechos substitutos e protocolos rigorosos contra cetoacidose; a plausibilidade de benefício renal e cardíaco ainda não equivale a eficácia comprovada nem autoriza uso rotineiro.

Ilhota pancreática estilizada e amostra laboratorial, representando função de célula beta e autoanticorpos no TrialNet.
Diabetes9 min

TrialNet: disfunção de célula beta estratifica autoanticorpo único

Em familiares com apenas um autoanticorpo de ilhota, medidas combinando glicose e peptídeo C no teste oral identificaram pequenos grupos com progressão >50% em dois anos e grandes grupos com risco <10% em cinco anos; os limiares ainda precisam de validação externa.

Imagem funcional e símbolo de radionuclídeos, representando theranostics em tumores neuroendócrinos.
Neuroendocrinologia9 min

Theranostics em tumores neuroendócrinos: três casos, um marco decisório

Série clínica mostra como imagem de receptor de somatostatina, PET com FDG, dosimetria e prioridades hormonais podem orientar terapia com radionuclídeos e seu retratamento; é um guia de raciocínio, não evidência comparativa.

Caneta de medicação e balança, representando agonistas duais de GLP-1 e glucagon.
Obesidade10 min

Agonistas duais GLP-1/glucagon: metanálise de 16 ensaios randomizados

Em 6.611 participantes, o agonismo duplo do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon 1 e do receptor de glucagon reduziu o peso em 7,44% além do placebo e melhorou marcadores cardiometabólicos; a vantagem sobre agonistas seletivos de GLP-1 permanece incerta.

Prato com alimentos variados e sensor de glicose, representando a dieta DASH4D no diabetes tipo 2.
Diabetes9 min

DASH4D: dieta controlada reduz discretamente marcadores glicêmicos no diabetes tipo 2

Em ensaio cruzado de alimentação fornecida, a dieta DASH adaptada ao diabetes reduziu glicemia de jejum em 4,5 mg/dL e HbA1c em 0,09 ponto percentual após cinco semanas — efeito pequeno, porém obtido independentemente de mudança farmacológica.

Medidor de cetonas e calendário, representando a monitorização semanal de cetonemia no diabetes tipo 1.
Diabetes8 min

Cetonemia semanal em dias estáveis: predição de cetoacidose no DM1

Modelagem com 1.410 participantes dos ensaios EASE 2 e 3 sugere que uma cetonemia capilar semanal, mesmo sem doença aguda, preserva a capacidade preditiva de cetoacidose do teste duas vezes por semana; não houve validação prospectiva.

Pâncreas e medicamento oral, representando a baricitinibe no estudo BANDIT sobre diabetes tipo 1.
Diabetes10 min

BANDIT: o benefício da baricitinibe no diabetes tipo 1 diminui após a suspensão

No seguimento até 96 semanas do ensaio BANDIT, a preservação de célula beta observada durante 48 semanas de baricitinibe deixou de diferir do placebo um ano após a retirada — sinal de que imunoterapia eficaz talvez precise ser contínua.

Medicamento oral e pâncreas, representando HTD1801 em monoterapia no estudo SYMPHONY-1.
Diabetes10 min

SYMPHONY-1: HTD1801 oral em monoterapia reduz HbA1c no diabetes tipo 2

No ensaio fase 3 SYMPHONY-1, a combinação molecular de berberina e ácido ursodesoxicólico reduziu a HbA1c em 0,7 ponto percentual além do placebo, com diarreia geralmente leve; ainda faltam comparadores ativos e desfechos clínicos.

Coração e olho, representando os desfechos cardiovasculares e retinianos em pessoas magras com diabetes tipo 2.
Diabetes9 min

DM2 em africanos magros: padrão distinto de retinopatia, AVC e risco cardiovascular

Análise harmonizada de 3.331 adultos africanos encontrou mais retinopatia e acidente vascular cerebral, porém menos hipertensão e menor risco cardiovascular calculado, entre pessoas magras com DM2 — heterogeneidade importante, mas ainda sem ensaio terapêutico.

Olho e tireoide, representando orbitopatia de Graves e o estudo de teprotumumabe.
Tireoide9 min

Teprotumumabe na orbitopatia de Graves: coorte japonesa com correlação por ressonância

Em 18 pacientes tratados, proptose, atividade e diplopia melhoraram; a ressonância sugeriu redução de músculo extraocular e gordura orbitária, em contraste com aumento de gordura após glicocorticoide intravenoso.

Hipófise e amostra de sangue, representando pró-opiomelanocortina como marcador de adenoma corticotrófico.
Neuroendocrinologia9 min

Pró-opiomelanocortina plasmática como marcador de adenoma corticotrófico silencioso

Em adenomas hipofisários clinicamente não funcionantes, pró-opiomelanocortina elevada identificou adenoma corticotrófico silencioso com sensibilidade de 85,7% e especificidade de 97,9%; o número de casos confirmados foi apenas sete.

Balança e globo terrestre, representando a análise das diretrizes mundiais de obesidade.
Obesidade10 min

Rethinking Global Obesity Guidelines: 47 diretrizes e uma lacuna de implementação

Revisão integrativa de diretrizes de 2014–2026 encontrou convergência na obesidade como doença crônica, mas dependência persistente do índice de massa corporal, recomendações comportamentais pouco operacionais e acesso desigual a fármacos e cirurgia.

Rim e medicamento oral, representando os desfechos de longo prazo dos inibidores de SGLT-2.
Diabetes11 min

Emulação de ensaio-alvo: inibidores de SGLT-2 e 59 desfechos de longo prazo

Em 364.522 pessoas com diabetes tipo 2, iniciar um inibidor do cotransportador de sódio-glicose 2 associou-se a menor mortalidade, hospitalização e incidência de 28 condições versus inibidor de DPP-4 — um sinal amplo, mas observacional.

Prato de alimentos e relógio, representando alimentação com tempo restrito no diabetes tipo 1.
Diabetes10 min

Ensaio de alimentação com tempo restrito no diabetes tipo 1: segurança sem perda de peso superior

Primeiro ensaio randomizado de uma janela alimentar de oito horas em adultos com diabetes tipo 1 e excesso de peso não demonstrou vantagem ponderal; o sinal de HbA1c é promissor, porém baseado em apenas 32 participantes.

Glândula adrenal e medicação injetável, representando octreotida no feocromocitoma e paraganglioma.
Neuroendocrinologia10 min

Octreotida como ponte no feocromocitoma e paraganglioma secretor de catecolaminas

Série consecutiva de 27 pacientes encontrou redução de catecolaminas, pressão e HbA1c com octreotida, mas não oferece comparação capaz de substituir o bloqueio alfa pré-operatório.

Glândulas adrenais e sistema reprodutivo feminino, representando contraceptivo combinado na hiperplasia adrenal congênita.
Adrenal9 min

Contraceptivo combinado na hiperplasia adrenal congênita clássica por deficiência de 21-hidroxilase

Estudo prospectivo com 17 jovens mostrou queda ampla de androgênios e redução da hidrocortisona em 47%, mas o desenho sem controle e o aumento esperado da globulina ligadora de cortisol exigem cautela.

Fígado e hipófise, representando a relação entre acromegalia, IGF-1 e esteatose.
Neuroendocrinologia9 min

Acromegalia e fígado: coorte de 394 pacientes questiona a relação entre IGF-1 e esteatose

Coorte de quatro décadas encontrou doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica em 31% dos pacientes examinados e associação inversa inesperada com exposição ao IGF-1.

Caneta de medicação e calendário, representando o tratamento semanal com IcoSema no estudo COMBINE 4.
Diabetes10 min

COMBINE 4: IcoSema semanal supera glargina diária no DM2

No ensaio COMBINE 4, a combinação semanal de insulina icodec e semaglutida reduziu mais a HbA1c e o peso, com menos hipoglicemia clinicamente significativa ou grave que a glargina U100.

Ovários e glândula adrenal, representando androgênios 11-oxigenados na síndrome dos ovários policísticos.
Saúde reprodutiva9 min

OWL-PCOS e COMET-PCOS: androgênios 11-oxigenados na síndrome dos ovários policísticos

Análise secundária dos estudos OWL-PCOS e COMET-PCOS mostra elevação fenótipo-dependente dos androgênios 11-oxigenados e forte supressão por contraceptivo oral, mas não sustenta dosagem rotineira.

Hipófise e bem-estar, representando sintomas persistentes no prolactinoma apesar do controle hormonal.
Neuroendocrinologia9 min

Coorte Holandesa de Prolactinoma: sintomas persistem apesar da prolactina controlada

Na Coorte Holandesa de Prolactinoma, fadiga, dificuldade de concentração e sofrimento psicológico permaneceram comuns mesmo com prolactina normal.

Pessoa em exercício e hipófise, representando equilíbrio e função física na acromegalia.
Neuroendocrinologia8 min

Acromegalia: estudo prospectivo identifica déficit de equilíbrio e sinal de benefício com exercício

Estudo caso-controle com intervenção domiciliar sugere déficit de integração sensorial e melhora após oito semanas de exercícios, mas não demonstra redução de quedas.

Caneta de medicação e pâncreas, representando CagriSema no diabetes tipo 2 inicial.
Diabetes9 min

REIMAGINE 1: CagriSema no DM2 inicial reduz HbA1c e peso

O REIMAGINE 1 testa a combinação amilina–GLP-1 em pacientes sem farmacoterapia, com efeito metabólico expressivo, mas comparador placebo e seguimento curto.

Glândula adrenal e protocolo clínico, representando adrenalectomia na secreção autônoma leve de cortisol no CHIRACIC.
Adrenal8 min

Estudo CHIRACIC: adrenalectomia na secreção autônoma leve de cortisol

Em pacientes com secreção autônoma leve de cortisol (MACS), o braço metabólico do CHIRACIC não demonstrou melhora estatisticamente significativa de peso, glicemia ou qualidade de vida com cirurgia.

Osso com detalhe da estrutura trabecular e medicamento, representando osteoporose induzida por glicocorticoide.
Metabolismo ósseo8 min

Osteoporose induzida por glicocorticoide: terapias e densidade óssea

Metanálise em rede sobre osteoporose induzida por glicocorticoide (GIOP), conduzida pela European Calcified Tissue Society (ECTS), favorece tratamento estratificado por risco, mas não permite ordenar terapias pela prevenção de fraturas.

Coração e pâncreas, representando morbidade cardiovascular na acromegalia associada ao diabetes.
Neuroendocrinologia8 min

Acromegalia com diabetes carrega morbidade cardiovascular maior que DM2 pareado

Coorte sueca nacional identifica excesso de eventos cardiovasculares, especialmente arritmia e tromboembolismo, sem aumento conclusivo de mortalidade.

Pâncreas e sensor de glicose, representando o tratamento da hipoglicemia tumoral refratária com ersodetug.
Neuroendocrinologia8 min

Ersodetug reduz hipoglicemia tumoral refratária em uso compassivo

Uma pequena série de insulinomas malignos sugere benefício clínico rápido com modulação do receptor de insulina, ainda sem evidência comparativa.

O que mudou na prática

Conduta sem ruído.

O ponto de decisão, a evidência que sustenta a mudança e a forma mais segura de aplicá-la no cuidado real.

Decisão em focoDiabetes · Risco cardiovascular

A escolha terapêutica começa antes da meta glicêmica.

O risco basal e as comorbidades definem prioridades. A HbA1c é parte da decisão — não o único desfecho.

01

Caracterize risco cardiovascular, renal e metabólico.

02

Hierarquize benefício clínico, segurança e acesso.

03

Reavalie resposta, tolerabilidade e adesão.

01
Antes

Escolha guiada quase exclusivamente pela meta laboratorial.

02
Agora

Decisão orientada por risco, desfechos e contexto do paciente.

Aplicabilidade, magnitude de benefício e viabilidade entram na mesma conversa.

03
Na consulta

Defina a prioridade clínica antes de comparar medicamentos.

Biblioteca essencial

Diretrizes, interpretadas.

Recomendações organizadas por tema, com comentários sobre força da evidência, limitações e aplicabilidade no Brasil.

01
Coleção temática

Obesidade &
cardiometabolismo

Tratamento longitudinal, farmacoterapia e avaliação de desfechos além do peso.

Ver sínteses
02
Coleção temática

Tireoide &
neuroendócrino

Nódulos, disfunções hormonais e decisões baseadas em risco individual.

Ver sínteses
03
Coleção temática

Adrenal &
metabolismo ósseo

Investigação hormonal, imagem, osteoporose e distúrbios do cálcio.

Ver sínteses

Método editorial

Menos volume.
Mais sinal.

Cada publicação parte de uma dúvida clínica concreta e termina com uma conclusão proporcional à qualidade da evidência.

  1. 01

    Pergunta clínica

    Definição do problema, população e decisão que precisa ser tomada.

  2. 02

    Busca orientada

    Priorização de diretrizes, ensaios, revisões sistemáticas e fontes primárias.

  3. 03

    Leitura crítica

    Risco de viés, magnitude de efeito, precisão e aplicabilidade.

  4. 04

    Tradução prática

    O que muda, para quem muda e quais incertezas permanecem.

Quem escreve

Dr. Mario José Dias Trombetta

Clínica Médica · Endocrinologia e Metabologia

Médico endocrinologista e clínico, com atuação em assistência hospitalar, emergência, terapia intensiva e formação médica. O conteúdo nasce da interseção entre a evidência publicada e os problemas que aparecem todos os dias no cuidado ao paciente.

Formação médicaUFVJM
Clínica MédicaHU-UFJF
EndocrinologiaHUPE–UERJ
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